Reformas de Gestão Pública: OCDE e América Latina
janeiro 30th, 2009 § Deixe um comentário
Ajudei a escrever um livro, no Banco Mundial, sobre reformas de gestão pública nos países da OCDE e América Latina. Quem tiver interesse, o PFM blog do FMI acabou de publicar um post sobre um dos artigos que compõe tal livro – que deverá ser publicado em breve.
Eita farra!
janeiro 29th, 2009 § Deixe um comentário
Meu grande amigo Samer Shousha me mandou esta notícia que, se não fosse absurda, poderia ser somente ridícula.
Guilherme Fiuza, jornalista da revista Época, relatou que boa parte da ¨Farra Social Mundial¨, que acontece em Belém do Pará este ano, foi financiada pelo governo federal. O total da brincadeira custou R$ 80 milhões. Sim, dinheiro dado, assim como já dou muito para o MST e outras ONG’s-ditas-radicais, que recebem recursos públicos, gastam, nunca prestam contas, mas sempre ficam caladas.
Naturalmente, o Presidente da Lulândia sabe que é um metodo eficiente de cooptação.
Ele só olha para o próprio umbigo!
janeiro 28th, 2009 § Deixe um comentário
O governo da Lulândia acabou de elevar o limite de renda das famílias beneficiadas pelo Bolsa-Família de R$ 120 para R$ 137 reais por mês. Trocando em miúdos, isso representa aproximadamente 1,8 milhões de famílias. Após tal incremento, o programa social favorito do governo poderá atender um total de 12,9 milhões de famílias.
Silêncio rompido
janeiro 28th, 2009 § 2 Comentários
Iniciado com Henry Paulson, ex-Secretário do Tesouro norte-americano, o TARP, sigla para o programa de estímulo fiscal, foi apoiado pela equipe de transição desde o início, inclusive com negociações direta de Obama junto ao Congresso.
todo o partidão e, ainda, aumentaram seus salários. Como não é raro, mal executaram todos os investimentos que gargarejaram sob o rótulo de PAC. Agora, o BNDES tornou-se uma espécie de órgão que pode-tudo, inclusive com dinheiro transferido pelo Tesouro. A Petrobrás, beneficiadora desta lógica e sede de palanque eleitoral, passou a ser uma empresa de capital aberto que desconhece, aparentemente, o conceito de retorno sobre investimento ou transparência em relação a tais investimentos.
Na academia americana, parece que a poeira erguida em Washington abaixou e os economistas iniciaram a exercitar uma habilidade pela qual são famosos, a da crítica. E ela vem de todos os lados: dos ortodoxos e dos heterodoxos.
seu colega Fama, publicou um artigo chamando atenção para algumas falácias do aparente modelo de estímulo fiscal, a partir de uma identidade que iguala gastos do governo financiado por meio de dívida pública e investimento privado.
Paul Krugman, ontem, alegou que a economia vive uma “era negra”, em crítica aos economistas de Chicago por desconsiderarem o que há além da clássica identidade S=I (poupança = investimento). Porém, demonstra-se preocupado com os possíveis atrasos na implementação do pacote de estímulo, o que pode ser contra-produtivo. Jeffrey Sachs, notoriamente heterodoxo, criticou hoje no Financial Times a falta de previsão orçamentária de médio prazo em se implementando o TARP. Dado que o déficit americano passará de US$ 1 bi, Prof. Sachs preocupa-se
com que os malefícios no médio prazo não compensem o possível benefício no curto-prazo.
As críticas diferem-se em grau e forma, mas o debate rompeu o relativo silêncio, ou melhor, os gritos da campanha e da vitória. Agora, é hora de trabalho nos EUA. No Brasil, é época de campanha. Os riscos são maiores para nós. Não há outra solução que não ficar atento.
O vai-e-vem na América Latina
janeiro 26th, 2009 § 4 Comentários
Voluntarismo arriscado
janeiro 22nd, 2009 § 1 Comentário
As
últimas notícias de decisões de política econômica do governo brasileiro
espantam não somente pelo conteúdo, mas pela forma também.
1.
Hoje, Mantega anunciou que Tesouro vai liberar R$ 100 bilhões para o BNDES até
2010. Os recursos virão de títulos públicos (mais dívida pública!) e de superávit
financeiro. Este volume colossal de recursos será transferido ao BNDES e, conseqüentemente,
a grandes empresas do setor de infra-estrutura e Petrobrás a preço de banana.
Leia-se: TJLP + 2.5% para 70% dos recursos e taxa de capitação externa para o
restante. O reluzente Ministro ainda admite que não faltarão recursos, pois a "oferta
(de créditos estará) acima da demanda e com custos reduzidos, taxas abaixo das
do mercado". Em economia, tal afirmação se chama "burrice", pois
está admitindo que irá usar os recursos de maneira ineficiente.
2.
Como no caso – frustrado – das companhias automobilísticas, advogam que criarão
empregos. Vamos esperar para ver… especialmente o valor líquido em esfera
nacional, pois pode haver criação de empregos nesta meia dúzia de empresas,
enquanto a maioria do mercado está demitindo.
3. A
excessiva preocupação com a Petrobrás parece que está passando do limite do que
se considera racional.
4. O
mais assustador é que o Ministro não traz nenhuma projeção fiscal com base na
política adotada. Como se a receita do governo não fosse cair como conseqüência
do arrefecimento da atividade econômica e que tais intervenções não fossem
elevar a dívida pública para níveis indesejáveis.
5.
Naturalmente, devemos ser céticos com projeções que o governo apresenta, a exemplo
do crescimento de 4% calorosamente defendido, enquanto o mercado prevê ao redor
de 2%. O pior é que a equipe do governo crê que projeções macroeconômicas sejam
algo parecido com "números-de- desejo" ou
"metas-a-atingir". Não preciso dizer o quanto esta postura contribui
para corroer a credibilidade do governo e confiança nele.
6. A
taxa Selic foi reduzida 1%, com clara pressão do Presidente.
7. O
próprio Presidente reuniu todos os bancos públicos para "pedir" que
diminuíssem o spread bancário (claro que todos sabemos que é alto!). Parece que
estamos voltando aos tempos em que bancos comerciais públicos participavam
ativamente da implementação de política econômica e eram dirigidos pela
política e não por boas práticas de mercado.
8. As
políticas adotadas são tópicas, focadas um setor – chamado PAC – e não
condizentes com as boas práticas de política econômica. Claro, que agora vão
dizer que não existem mais parâmetro ou regras e que se deve fazer tudo para se
salvar. Porém, é preciso prudência e preocupação com a credibilidade das
instituições públicas em momentos de crise.
9.
Certamente, não irão faltar recursos para a campanha do(a) escolhido(a) do Sr.
Presidente à presidência.
10. O
Presidente adora falar sobre a Lulândia, o país que construiu em seu imaginário
e discursa sobre, porém não pode deixar de lembrar que decisões equivocadas
podem afetar negativamente milhões de cidadãos em empresas brasileiros e
comprometer o trabalho de muitas pessoas sérias ao longo das últimas duas
décadas.
Menos
voluntarismo, mais visão sistêmica e técnica… é tudo o que pedimos.
Política e Internet
janeiro 21st, 2009 § Deixe um comentário
Internet tem foi um dos meios de comunicação mais efetivos da campanha de Obama, seja devido à arrecadação de recursos ou à divulgação de idéias e interação entre candidato-eleitores.
Uma ambição chamada "futuro"… e não mais "sonho"
janeiro 20th, 2009 § Deixe um comentário
É hoje
janeiro 20th, 2009 § Deixe um comentário
Jogada de mestre, ganho para o partido
janeiro 19th, 2009 § 1 Comentário
Não há como negar que o convite que Serra fez para Alckmin virar seu secretário de desenvolvimento foi uma jogada de mestre. Por que?