Humberto Laudares

Economia & Política. Às vezes, outras coisas também

Month: fevereiro, 2009

Semana…

O mundo não pára a partir de hoje, mas o Brasi pára! Portanto, assim como o Congresso, entro em recesso de uma semana.

Bom carnaval para todos!

Diferenças…

Acabei – como milhares de outras pessoas inscritas no mail list desde a campanha – de receber um e-mail de Barack Obama comemorando a aprovação da lei de “Recuperação e  Re-investimento Americano”. 

Enquanto isso, as medidas tomadas pelo governo brasileiro contra a crise – inclusive os recursos do Tesouro transferidos para o BNDES e alocado seja lá segundo que critério – não foram sequer discutidas ou analisadas pelo Congresso e Senado. Foi uma canetada. O Presidente nem precisou convencer àqueles que deveriam nos representar mais diretamente, o Poder Legislativo. 

Diante dos últimos debates – pós entrevista de Jarbas Vasconcelos à VEJA – sobre a degradação da comunidade política no país, podemos nos perguntar se isso não iria atrapalhar mais do que ajudar. Talvez para os analistas de bitolas, sim. Mas se o Poder Legislativo não tem a responsabilidade de fato em fazer o que, a princípio, precisa; o que resta? Troca de interesses e de negociatas? Qual o incentivo de alguém sério entrar em um Congresso e não ser consultado sobre o que fazer com os recursos públicos em momentos de crise e de necessária discussão? 

As palavras de Jarbas, bem como o eco provocado por elas, estão reverberando em um princípio básico da democracia representativa: a divisão de poderes e a responsabilidade de cada um deles. 

Voltando às diferenças, Obama quer que as despesas do TARP estejam disponíveis na internet para todo cidadão ter acesso. Hoje, os deputados federais negaram discriminar detalhadamente como e onde gastam os 15 mil reais mensais de verba indenizatória. Mais diferenças? 

Ecos pernambucanos e financiamento de campanha

Sim,  a entrevista de Jarbas Vasconcelos a VEJA foi bombástica. Hoje, "todos (partidos) são corruptos". Eu costumo dizer que, no Brasil, o partido honesto é aquele que desvia recursos apenas para financiar campanha eleitoral. Tal definição, embora absurda do ponto de vista moral, é puramente realista. Segundo artigo publicado na Folha de São Paulo há alguns meses, 15-20% do valor das obras de infra-estrutura de 2000-2006 nos três níveis de governo foram desviados. É preciso ter em mente que este valor é de mercado (de obras públicas) e que 15-20% do seu imposto pago está ai no meio!


Quando Jarbas fala da necessidade de se promover a "reforma de todas as reformas", a política, um dos temas principais certamente é o de financiamento de campanha. Esse é apenas um dos tópicos que os legisladores parecem fazer de conta que não é com eles, pois todos estamos no meio. Uns de gerenciarem, outros de executarem e todos nós de aceitarmos. 
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Como consertar? O que acham de começarmos por um sistema que prime por transparência e realismo (assumindo que a sociedade é representada por um conjunto de interesses de grupos – muitas vezes desconexos e contrastantes – e que eles têm direitos legítimos de tentarem influenciar o decurso político. Têm direitos, como também responsabilidades. Podem financiar campanhas, como precisam declarar e prestar contas. Ademais, que a lei deve regular os atores sociais segundo a realidade que estão imersos e em prol do bem público e não estabelecer um testamento de boas-vontades)? Em seguida, podemos adicionar planejamento e orçamento credíveis, controle na execução, monitoramento e avaliação de resultados e muita transparência. Claro que as cobranças da sociedade civil – não somente em gritos voluntaristas, mas em nível técnico – e da imprensa seriam também bem-vindas. 
Isso poderia ser o início, mas parafraseando Alexandre Schwartsman em relação à crise americana (post anterior), "é muito feio"… 

Os gregos e a feiura

Alexandre Schwartsman, economista-chefe do Santander no Brasil, lançou algumas dúvidas e sugestões sobre o TARP norte-americano. O Ex-Diretor do Banco Central mostra ceticismo, assim como diversos economistas mais próximos de Washington que ele. 

Assisti, neste final de semana, a um debate na GloboNews que Schwartsman estava presente. Demonstrou incerteza em relação ao que enfrentaremos pela frente, ceticismo perante algumas medidas do plano e uma certa fixação com o idéia do Proer, que no Brasil foi bem sucedida. Ele segue o mesmo tom no texto hoje compartilhado (abaixo). 

Tenho impressão que a complexidade da crise norte-americana, tanto em termos econômicos quanto políticos, é mais complexa que nossos tempos de Proer. Mesmo que esteja certo e que o princípio do Proer funcione bem no caso americano, de nada adianta se não convercer os gregos – pois nem eles, que falam a mesma língua, estão se entendendo…

Mas como ele mesmo conclui, "é muito feio". 

Alexandre Schwartsman
 
Segundo Einstein, “continuar a fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes” é a definição de loucura (“Continuing to do the same things over and over again and to expect different results. According to Einstein, the definition of madness”). Acabei me lembrando disto ao ler o discurso do Tim Geithner sobre a proposta de estabilização da crise financeira.

São três iniciativas:

1. As instituições financeiras devem passar por um teste de estresse, quer dizer, um exercício de solidez do seu balanço (soa como um oximoro neste momento, mas vamos deixar isto de lado). Em outras, querem saber o tamanho do furo e, portanto, quanto de capital cada banco vai precisar. O capital virá dos fundos do programa aprovado no ano passado (TARP) como ponte até que os bancos consigam levantar capital privado. Isto provavelmente significa que o dinheiro virá na forma de ações preferenciais (não são a mesma coisa que ações preferenciais brasileiras; é mais parecido com uma dívida perpétua com pagamento de cupons) com juro elevado.


2. A TALF (linha para aquisição de títulos lastreados em crédito – asset backed securities, ABS) passa de US$ 200 bilhões para US$ 1 trilhão. Em outras palavras o Fed ampliaria ainda mais seu balanço numa tentativa de sustentar o mercado secundário de ABS como forma de incentivar as instituições financeiras a gerarem ativos que posteriormente seriam securitizados e vendidos neste mercado.

3. Cria-se um fundo público-privado de investimento (inicialmente US$ 500 bilhões, mas que poderia chegar a US$ 1 trilhão) para aquisição de ativos que hoje oneram o balanço dos bancos (em bom português, ativos podres). Não é claro de onde vêm os recursos e, segundo Geithner, “estamos explorando um espectro de estruturas diferentes para este programa”.

Teste de estresse à parte, o ponto (1) é uma repetição do que foi feito até agora após a iniciativa do Gordon Brown de recapitalização dos bancos. Não funcionou até agora essencialmente porque o balanço dos bancos parece ser um buraco sem fundo. Ativos continuam sendo marcados para baixo, mas não (pelo menos da forma como vejo o problema hoje) por um problema de falta de liquidez no mercado secundário, mas sim porque continua a haver uma forte deterioração da qualidade dos ativos bancários, reforçada pela queda de atividade, renda e emprego.

Não tenho condições de saber o tamanho das perdas (desconfio que ninguém tem), mas não me parece absurdo neste momento que tenhamos, à frente, perdas ainda maiores dos que as já admitidas (US$ 1,1 trilhão, dos quais US$ 755 bilhões nos EUA). O Roubini fala em até US$ 2,5 trilhões. Neste contexto, quanto os bancos precisariam receber de capital? Aparentemente muito mais do que o Tesouro tem disponível no TARP.

A ampliação do TALF pode ajudar em alguma medida (até agora também parece ter tido pouco efeito), mas se o “quantitative easing” (agora redenominado “credit easing”) não deu muito certo no Japão, por que motivo deveríamos esperar que funcionasse nos EUA?

Quanto ao fundo… Bem, sim, pelo que foi dito acima, o problema está mesmo na deterioração dos ativos dos bancos, e, portanto, o caminho para a solução pas
sa em equacioná-los, mas será que podemos criar valor mudando ativos de lugar? Acho que conseguimos “distribuir” o valor que resta (entre acionistas, credores, depositantes e, é claro, contribuintes), mas certamente não melhora em nada a qualidade dos ativos e, portanto, seu valor.

Incidentalmente, tenho a impressão (alguém poderia checar isto) que, para boa parte destas instituições, não é o valor dos ativos que ainda mantém positivo o valor das ações, e sim a perspectiva que, em determinadas circunstâncias, o prejuízo seja distribuído de forma que ainda sobre algo para o acionista. Por exemplo, se os ativos forem adquiridos pelo governo por um preço “x” (acima de preços de mercado e acima do “valor real”), o acionista ainda pode sair ganhando às expensas do contribuinte.

Acabei me lembrando, além da frase do Einstein, um velho ditado israelense: “o que não funciona com força, funciona com mais força” (na verdade não é um ditado israelense, mas a percepção de um amigo meu que, em Israel, testemunhou um sabra voando com dois pés na porta do caminhão, já que fechá-la do jeito normal não estava dando certo). De qualquer forma parece descrever bem a postura do país, assim como o sucesso deste tipo de política.

Continuo refletindo sobre o assunto. Não tenho a ilusão que entenderei mais deste assunto que os economistas brilhantes que devotam boa parte do seu tempo ao tema, mas, acredito que a solução passa por um esquema “banco ruim”/”banco bom” na linha do Proer. Se for o caso, não há salvação para o acionista e, muito provavelmente, para o credor também. Talvez o contribuinte possa sair sem grandes prejuízos, mas não sem comparecer, ao menos inicialmente, com parte substancial do dinheiro necessário.

Imaginem um banco com 100 de ativos, 5 de capital e 95 de dívida (não quis tratar de depositante separadamente aqui). Dos 100 de ativo, 40, digamos, são problemáticos. O banco sofre intervenção e é dividido: 40 de ativos ruins ficam no “banco ruim” e 60 no “banco bom”.

O acionista perde tudo (ou melhor, torna-se acionista do “banco ruim”) e vai ganhar o que sobrar dos ativos, depois de pagos os credores. O “banco bom” tem 60 de ativos, zero de capital e 95 de dívida, isto é, está furado em 35. Aqui há duas alternativas (na verdade infinitas, mas olho dois casos polares).

Num caso o governo capitaliza o banco. Para voltar à estrutura inicial o governo põe 40 no banco (os ativos passam de 60 para 100), mas, como a dívida permanece em 95, o capital (todo ele do governo) vale 5. Destruição de valor para o contribuinte (pôs 40 e ficou com 5); tremendo negócio para o credor.

Noutro caso, faz-se um “haircut” ao meu estilo na dívida. Os 35 que faltam vêm do “haircut”, e a estrutura do banco fica sendo 60 de ativos e 60 de dívida. Aí o governo capitaliza o banco com quanto achar necessário para uma alavancagem saudável (digamos, 20) e a estrutura final fica sendo 80 de ativos, 60 de dívida e 20 de capital. À frente o banco é privatizado e o dinheiro pode (ou não) retornar para o contribuinte. Para reduzir a perda do credor dá-se a ele o direito de receber antes do acionista original qualquer valor recuperado dos ativos podres em poder do “banco ruim”.

Entre estes casos há infinitas combinações de divisão do prejuízo entre credor e contribuinte. Por exemplo, é possível, também, um “warrant” no banco bom para adoçar a perda dos credores, que, obviamente, sai do ganho (potencial) do contribuinte na privatização.

Isto dito, mesmo que este esquema seja ideal (e certamente não é), há ainda problemas nada triviais de ordem operacional. A começar a inexistência (acredito) de marco legal que permita esta brutalidade de fatiar banco à torto e direito. Imaginem a discussão disto no Congresso com mercados a pleno funcionamento. Tem tudo para gerar uma crise.

Fora isso, embora idealmente esta solução possa chamar o acionista privado (já que, em tese, só ficaram ativos bons nos bancos), na prática a distinção entre ativo bom e ruim não é fácil e, mais importante, depende do ambiente externo. Ativos que seriam bons sob certas circunstâncias se tornam ruins sob outras, de modo que não há como garantir que o balanço fique limpo mesmo após a separação.

De um lado mais prosaico, quem tocaria o banco? É claro que a direção teria que ser afastada, e o novo acionista teria que indicar novos dirigentes também. Como impedir a politização de crédito num ambiente em que crédito é disputado a tapa.

Vale dizer, acho que o caminho para solução passa por algo deste gênero, mas faltam detalhes cruciais, apenas alguns dos quais foram mencionados acima. Em conclusão, é muito feio.

Resta, como esperança, o que Churchill dizia sobre os americanos: “You can always count on Americans to do the right thing – after they've tried everything else.”

O bombástico Jarbas Vasconcelos

Já escrevi neste blog sobre o oportunismo do PMDB, a ineficiência da Lulândia e o silêncio desconcertante da oposição. 
Na edição da VEJA que está nas bancas hoje, o senador e ex-governador de Pernambuco Jarbas Vasconcelos deu uma entrevista bombástica, atacando com categoria e propriedade todos estes pontos e outros mais.  Ao criticar o atual governo e a ala oportunista do PMDB, Jarbas convoca a oposição para uma briga legítima pela melhoria da classe política e da forma como se faz política no Brasil. Desconstruindo a Lulândia e atribuindo a José Serra o título de melhor opção para Presidente em 2010, Jarbas, mesmo não admitindo, lança seu nome para a Vice-Presidência do – provável – candidato tucano. Ele tem história, calibre e votos para isso. 
Hurricane-Emily
Fonte: Nasa.
Não tenho a intenção de reproduzir sua entrevista, pois vela pena ler na íntegra, mas fiz uma pequena seleção de alguns bons trechos:
Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.

 


A maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. 

De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com Dilma Rousseff. 

Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética.

O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso.

Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. 

Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.

A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição.

Não é uma batalha perdida, mas a oposição precisa ser mais efetiva. Há um diagnóstico claro de que o governo é medíocre e está comprometendo nosso futuro. A oposição tem de mostrar isso à população.

Não é só mudar nomes, é mudar práticas. 

Ela (Dilma) é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.

Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal.

Mudam-se os tempos…

Meu amigo Antônio Sodré me chamou atenção para uma notícia interessante. 

A Moody's acaba de rebaixar os títulos públicos norte-americanos admitindo que eles não são mais a fonte de investimento mais segura, ou menos arriscada, do mundo. A agência ampliou as categorias para classificar o que era considerado apenas como "triple-A". Nesta nova categorização, os EUA ficaram atrás de Cingapura e Finlandia. 

Aumentam-se as categorias, mas também a  complexidade de classificar riscos soberanos diante da crise que tem atingindo sobremaneira os países mais desenvolvidos – maioria classificado como "triple-A". As agências de ratings,  preocupadas em serem condenadas pela má avaliação de riscos novamente, parecem estar mais atentas – ou preocupadas. 

Uma das medidas que o governo norte-americano quer adotar no mercado de classificação de risco é aumentar a concorrência dessas agências. Há até chineses já negociando a entrada no mercado norte-americano.

Wind power kevin temple

Responsabilidade das elites e o Estado capturado

As elites possuem um papel fundamental para o desenvolvimento democrático, como também econômico. O pessoal da "The Growth Commission" , reconhecendo já no "Growth Report" esta importância, sugeriu agora a criação de um Índice de Responsabilidade das Elites.  

Os índices institucionais viraram moda em economia e ciência política. O Banco Mundial criou vários deles. Há discussão em relação à consistência deles e até que ponto não passam de tautologia. Entretanto, contribuem com novos insights sobre a relação entre economia e política. Como se diz, "é melhor com eles, que sem eles". 

O governo brasileiro, ao contrário do colombiano ou mexicano, é relutante em permitir a criação de índices sobre governo para todo o país, a exemplo do "Doing Business Subnational", desenvolvido também pelo Banco Mundial. O motivo principal é que o Brasil sempre está mal ranqueado. Se o pessoal da "The Growth Commission" criarem mesmo um Índice de Responsabilidade das Elites, o quadro não vai ser nada diferente. O Brasil é um clássico exemplo de "Estado capturado".  

Agora é oficial: a campanha está na rua

Lula não somente lançou o "pacote das bondades", nome atribuído pela imprensa às medidas favoráveis aos municípios em um encontro de dois dias promovido pelo Governo Federal para receber mais de 3 mil prefeitos em Brasília, mas iniciou agressivamente a campanha de Dilma para presidência em 2010. 

Quem assistiu ao discurso do Presidente ficou impressionado como estava confortável em falar para uma platéria como se estivesse em um comício. Lula gosta disso. Dilma, por outro lado, abandonou a cara amarrada, os óculos e as rugas e era só sorrisos. Exaltada como musa do PAC e do governo, ela está começando a gostar da brincadeira. Há sinais de que a população também. 

O PSDB, diante deste cenário, está em apuros e comporta-se como tal. Uns querem adiantar o nome de José Serra como candidato. Outros querem prévias, como o governador mineiro. O próprio Aécio fala, agora, em uma refundação do partido a partir das prévias. Porém, parece que o "timing" não é dos melhores e etapas necessárias para a institucionalização das prévias, de modo consistente, não foram construídas. E agora José?

Citação de Mangabeira Unger

Hoje o Estado de São Paulo apresenta um editorial falando sobre as idéias do Ministro Mangabeira Unger sobre Gestão Pública. Boa parte dos comentários citados na matéria parecem alimentar-se de um artigo que ajudei a escrever no Banco Mundial e que um de seus assessores teve acesso há alguns meses. Seu argumento, porém, pega apenas uma parte da história. As considerações do jornal, a outra. 

Seria engraçado, se não fosse quase trágico

Como estou de férias em Minas, meu ânimo para escrever diminui um pouco. Recebi um e-mail de uma amigo hoje com esses cartoons sobre a crise financeira. Compartilho com vocês.  

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