Fator Chalita

by Humberto Laudares

Gabriel Chalita não incomada Serra, pessoalmente, pois é ridículo. Ao deixar o PSDB, rumo ao PSB, creio que poucos tucanos irão sentir falta dele. A não ser nas eleições. Foi o vereador mais votado da cidade de São Paulo, título que ainda esnobou dizendo que nem queria ter concorrido. Por isso, alguns petistas comemoram.

O ego-do-menino-afetado é tão grande que se achava com cacife de sair a Senador pelo PSDB paulista. Quebrou a cara. Na verdade, toda pessoa intelectualmente sensata, independente de cor partidária, sempre teve Chalita como motivo de chacota. Não só pelos seus 30-rídiculos-livrecos publicados, mas por sua arrogância desmotivada, seu catolicismo oportunista e o péssimo trabalho que fez a frente da Secretaria de Educação de São Paulo. Ao invés de tornar-se um Político, virou um politiqueiro que paga o preço que for para aparecer na frente da Rede Vida ou para publicar seus livros-de-auto-engano. Não por acaso, surgiram suspeitas que esse preço foi pago com recursos da Secretaria de Educação, de maneira indireta, porém óbvia.

Reconhece-se, no entanto, que seu jeito profético e populista de falar encanta os mais desavisados, indenpendente da classe social. Os petistas não querem o ex-tucano em seus quadros, mas, para esta eleição, é melhor que não esteja com o número 45 na legenda. Claro que este cálculo deve ser feito imaginado Chalita como deputado federal e não como Senador, conforme sonhava.

Ao perder a eleição ano que vem, Chalita poderá lançar um novo livro. O título tem que começar com “ética” ou conter a palavra “mandamentos”. Alguma sugestão?