Por UM país

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A mensagem passada na tarde de hoje no Lincoln Memorial, em Washington, DC, foi clara e consistente com o discurso e prática de Obama: “somos apenas um”. Em seu famoso discurso em 2004, já falava que “não há estados vermelhos ou azuis, mas sim Estados Unidos da América”. Há aproximadamente 2 anos, iniciou sua campanha presidencial com o mesmo tom. Hoje, tal mensagem foi passada por um elenco de celebridades que não cobrou cachê algum (U2, Beyoncé, Garth Brooks, Tom Hanks, Tiger Woods, dentre vários outros), Biden e Obama. 


Após o período de transição, Obama expressou hoje para milhares de pessoas a dificuldade desses tempos: “nosso país está em guerra e em crise econômica”. Para vencer tais problemas, nada mais importante que uma nação unida. A tarefa é difícil, as expectativas são altíssimas. 

Creio que o grau de convergência atingida por Obama até agora tem sido impressionante. Praticamente não há analistas políticos que discordem. Na amostra – viesada naturalmente – que vi hoje nas ruas de Washington, não pude deixar de notar que diversidade está por todos os lados. Brancos e negros, hetero e homossexuais, latinos, asiáticos, turistas, pessoas vinda do Texas ou do Alasca, idosos, jovens e crianças. Todos gritando em nome de um país: “sim, nós podemos”. 

Obama

São nesses momentos que política se torna uma coisa bonita de se ver e emocionante de participar. Claro, que esses são os dias de celebração. Mas são o trabalho árduo do dia-a-dia, das negociações entre poderes, a palavra crítica da mídia, que fazem gritos de guerra virarem realidade. E para isso, precisamos ainda esperar para ver. Mas enquanto isso, parece que as pessoas estão preparadas para agir. 

—x—

Qual é a sensação de um brasileiro assistindo a tal espetáculo da democracia? Não teria outra resposta a não ser: perceber o quanto temos a avançar. Isso não significa que caminhamos na mesma direção, que devemos copiar modelos, e que a democracia americana é perfeita (o que está longe disso); mas significa que temos o potencial de melhorar muito nossa imatura democracia e nosso país a ponto de cada cidadão possa se orgulhar de tais conquistas e trabalhar conscientemente para isso. O desenvolvimento de um país está, em grande medida, nas pessoas que o formam e como elas se integram para promover o bem comum. 

Além disso, ainda falta virarmos “um” também. Nosso desafio é bem maior do que o norte-americano, sobretudo devido à nossa vexaminosa desigualde social e falta de oportunidades para os mais pobres. 

Ainda temos um longo caminho.
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